(In)consciência

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Transe, Mente 
Transcendente 
I n s p i r a ç ã o
E x p i r a ç ã o
Reflexão
Orientação
I n s p i r a ç ã o
E x p i r a ç ã o 
Elevação
Transformação
Caos em Cosmo
Corpo em Mente
Transcendente.

Imerso em imanência
Emana de mim
Somente o silêncio.

Entre o plano divino

E o terreno mundano
Reconheço minha condição
De reles ser humano
Inconscientemente 
Norteado pela razão
Sempre buscando explicação
No diálogo de dois em um,
Ou de mais, ou nenhum.

Porém calo as várias vozes
E deixo apenas o som
Do meu suspiro lento
Que se faz negro manto
Ao encobrir a luz da dúvida
E se faz doce mantra,
Atmosfera de um acalento.

E no domínio desta paz
O espírito experimenta
A harmonia da liberdade
E vaga tranquilo
No ritmo do suspiro 
Que ressonante
Evolui ao canto, sibilo
Canção do sonho sagrado,
O inverso do caos
Permante
Que rege esse universo
Consciente.

Retrospectiva (2013)

domingo, 5 de janeiro de 2014


De certa forma, estive feliz com o blog, pois andei conseguindo deixá-lo atualizado com alguma frequência desde que voltei a escrever nele no ano retrasado. Escrevi, escrevi, escrevi. Criei, criei, criei. Matei, matei, matei. Arteorizei, arterrorizei, arteei, artesourei e pretendo continuar assim. 2013, um ano de aprendizado: tanto pessoal quanto profissional. Coloquei-me de frente à loucura - não foi a primeira vez, mas, talvez, a mais marcante. Frequentei a Ala de Tratamento Psiquiátrico (ATP), e lá vi uma linha amarela, intransponível, presente nos sonhos e pesadelos e pensamentos de todos que a viram, ah sim. Era a linha, divisória, representativa da loucura do outro - ah, o outro - e a minha sanidade - quanta ilusão. Conheci crianças autistas. (Re)aprendi a olhar sem hierarquia, alteridade da igualdade, um exercício diário. Saí de um estágio e entrei em outro totalmente sem planejamento prévio. Dia após dia, vi que as oportunidades se apresentam e corri atrás do que quis, mesmo que com pouco tempo de planejamento. Conquistei e falhei. Idealizei projetos. Pessoalmente, aprendi a respeitar-me, a não me submeter. Permiti-me sentir, calar, gritar, sair, chegar, voltar, voar, cair e voar novamente. Afastei o que era torpe e cínico e dei valor ao bem. Nova mente, está são. Estações em mim. Ganhei cicatrizes e fiz minha primeira tatuagem. Led Zeppelin, vento na cara e um brinco de pena. Ah, a tal "pena"! Penso que esse foi um símbolo representativo desse ano - na pele riscada e e pendurada no furo feito na carne, mas, ainda assim, leve e suave, tal qual meu coração. A pena, a trindade, a eternidade e o universo. Tive novas sensações. Experimentei. Empiristualizei. Espiritualizei. Orei. Acreditei e desconfiei. Olhei mais para as estrelas, busquei mais respostas e, como de costume, encontrei...mais perguntas. Ah, o céu me encantou e isso não é novidade. Entretanto, fiz coisas inéditas e que não acreditava que faria um dia. O que não se muda em três meses ou em um dia! Por outro lado, não escapei da monotonia do cotidiano - normal. Depois de oito anos, juntei-me, novamente, a um amigo e montei um projeto musical. Esperem pelo som que tá bem bacana. Epifonia, criada em 2012, ainda continua de pé. Fiz meu primeiro show - com a Epifonia - em um Pub e fui remunerado (risos); toquei na embaixada britânica por cerveja importada e só bebi antarctica - palha HAHA. Ganhei um vinho por ter feito uma das melhores apresentações em um karaokê. Foram pequenas conquistas musicais, mas que me fizeram orgulhoso. Sim, cantei muito, mas silenciei o dobro. Sofri de mau olhado e que tenha ficado pra trás. Apresentei-me e despedi-me, mesmo sem gostar disso. Viajei. Não conheci tanta gente nova. Joguei truco uma vez apenas no ano, após uns quase dois anos de pausa e não joguei sinuca. Tirei foto com meus ídolos dos 15 anos, e meu eu-de-15-anos-espinhento ficou feliz. Manifestei. Subi no Congresso Nacional por um país melhor. Não fiz tanta coisa que queria e fiz coisa que não queria. Fui a vários shows muito, muito bons, mas senti saudade dos shows zoados que frequentava. Cozinhei melhor, conheci e acompanhei séries novas -Allons-y! Fiz minhas esquisitices que me tornam eu, endoidei várias vezes, mas fui mais quieto, bem mais quieto. Desesperei tanto, mas como dito, calei e tranquilizei, desapressei e fechei os olhos. Dormi muito, mas não me importo, porque eu gosto mesmo. Não escrevi meus sonhos. Reli minha alma; revi minha vida, minha luta, meus valores; gastei minha força; bebi minhas culpas, meu veneno e meu vinho; escrevi minhas cartas, meus começos, meus tropeços, meu(s) caminho(s); podei meu jardim. E agora é continuar caminhando...como se alguém lesse ou se importasse com isso aqui HAHAHAHAHA

Oração ao Poente.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Para 2013 que se põe e 2014 que nasce belo!
Um mantra, uma oração, uma ideia...

Onde o amor for infinito
Que eu encontre o meu lugar
E que o silêncio da saudade
Não me impeça de cantar

Onde o amor for infinito
Que eu encontre o meu lugar
Se, por ventura, eu for austero
Que eu mude o meu olhar

Onde o amor for infinito
Que eu encontre o meu lugar
Que o estorvo da maldade
Não me impeça de voar!

Onde o amor for infinito
Que eu encontre o meu lugar
E diante de toda ofensa
Espere o tempo para acalmar.

E onde houver descrença
Que se alcance essa oração
Que a indiferença que nos cerca
Se transforme em união!

Onde o amor for infinito
Que eu encontre o meu lugar 
Que eu possa ainda sorrir
Mesmo depois de chorar

Onde o amor for infinito 
Que eu encontre o meu lugar...