Apague ao Sair.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017



O ardor alaranjado corta o carvão
E revela o incêndio não cicatrizado
No braseiro de entranhas que sobra
Do meu corpo outrora incendiado

Feito sopro quente de respiração
Corre o vento no calor conservado 
E, deslizante, se dobra e desdobra
Entre o carvoeiro quase apagado

E tudo que é, das cinzas rebenta
E tudo que há, às cinzas retorna
Assegura o carbono imperativo

E quando findar o fogo abrasivo 
Deixai a superfície fria e cinzenta
Nada há de nascer da brasa morna.


1 surtos poéticos/patéticos:

Isadora Araujo disse...

Que lindo <3